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domingo, 14 de julho de 2013

Olhos e Janelas


Sexta-feira passada, dia 12, uma situação normal trouxe uma reflexão que perdura até hoje, neste momento. Por isso a necessidade de escrever.

Na empresa na qual trabalho, à esquerda e à direita de onde me localizo, as paredes são repletas de janelas, ou seria melhor dizer que há apenas janelas conectadas umas às outras ao invés de paredes? Enfim... O fato é que uma empresa terceirizada foi contratada para lavar tais janelas.
Durante a lavagem, uma brincadeira percorreu por entre os que ali estavam. Frases como "não era o céu que estava nublado, mas eram as janelas que estavam cinza!", ou "olhem como não era o carro que estava sujo, mas sim a janela!"

Brincadeiras como essas passaram por todos que ali estavam, mas em algum momento notei como havia algo de real naquelas afirmações. O primeiro ponto que me veio à mente foi um versículo (Mateus 6:22 e 23) que acaba por ser o reflexo do que se estava falando:

"Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz.
Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas.

Seguindo a ideia das janelas cumulado ao trecho citado acima, os olhos produzem o mesmo efeito no corpo que as janelas ao local onde estão.


Do mesmo modo que janelas sujas distorcem a imagem à quem está dentro do recinto, olhos poluídos produzem efeitos nefastos na alma. É um silogismo bastante simples, mas ainda assim pouco produzido.

Como diriam os americanos numa frase bastante conhecida, e num pequeno contexto, apenas para situá-la: para não contaminar a alma, "não veja o mal, não ouça o mal, não fale o mal (see no evil, hear no evil, speak no evil)".

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Crítica às Críticas


É bom poder voltar por aqui para escrever algo depois de alguns meses. Finalmente é chegado ao final mais um semestre de estudos e, devido à isso, podemos desviar um pouco o foco de assuntos acadêmicos (embora isso nunca aconteça de fato) para assuntos que verificamos no dia a dia.

O tema que abordo neste post é a crítica. É um assunto que está em voga atualmente, já que todos parecem querer protestar/criticar, e mais, contra tudo e contra todos.
Mas o problema não são as críticas em si. Se essas ocorressem de maneira inteligente, coerente, tudo bem! O detalhe está em como as pessoas criticam, sem saber o mínimo para poder utilizar essa ferramenta.

Para dar fundamento ao post, deixo aqui o registro que fiz dias atrás no twitter (embora sejam apenas 140 caracteres é um bom espaço para guardar pequenos insights - mas não mais do que isso!) sobre a minha indignação, ou seja, a minha crítica às críticas:


Eis o cerne da questão: De um lado temos aqueles que sabem criticar - os que têm conhecimento da causa, e se não o têm, o buscam, pesquisam, procuram entender, formulam a ideia e aí, apenas a partir daí, direcionam sua crítica, sendo esta inteligente, embasada, contextualizada!
Do outro está a grande maioria da população, pessoas que apenas seguem a linha, ouvem e repetem, não refletem, mas pensam que gritando mais alto estarão com a razão!
Hoje em dia se critica a tudo e a todos, sem critérios, sem razão. Apenas pelo simples ato de criticar, pois assim "estarei na massa, no meio de tantos que fazem isso e, por consequência, deve ser algo interessante ou certo de se fazer, por isso também farei..."

Infelizmente essa é a sociedade em que vivemos, uma sociedade onde não se pensa, direcionada por poucos, sendo que estes poucos detêm meios de comunicar suas vontades e essas são apenas repetidas, sem reflexão pela grande massa.

E aqui adentro um pouco mais no assunto, pois há o momento em que começamos a despertar, a ver o cenário que nos cerca, mas (perigosamente) norteados por alguém que admiramos (e não digo que não se possa ter alguém em quem se espelhar, mas que seja preciso ter essa base - as ideias de alguém - mantendo a crítica sadia funcionando) acabamos por sair do grande cesto do senso comum para adentrar em outro contexto que acaba por repetir um pouco desse mesmo senso comum, embora não tão evidente. Para contextualizar isso, deixo mais um tweet que demonstra como essa ideia tem ocupado meus pensamentos ultimamente:


Aqui está a pergunta que não quer calar: e quando o meu senso crítico não é meu, mas é apenas o mimetismo, a imitação exata de algo ou alguém que admiro e que não passa pela minha reflexão?
É preciso sempre manter a consciência de que, como pode-se ver neste trecho brilhante de C. S. Lewis, "ser descendente de Adão e Eva é honra suficiente grande para que o mendigo mais miserável possa andar de cabeça erguida, e também vergonha suficiente grande para fazer vergar os ombros do maior imperador da Terra", ou seja, ninguém de natureza humana é imune a erros, portanto, todos devem passar pelo crivo da crítica.

Fico extremamente triste ao ver pessoas influentes, seja na mídia, em faculdades, em empresas, enfim, com ideias deturpadas, conceitos mal formados, e muitas vezes tendo o acesso às informações corretas, mas ainda assim moldando mentes que estão submetidas à suas influências para serem cada vez mais acríticas, mas acredito que isso é algo que devemos combater, lutando pela quebra das correntes nas mentes, pois não é de hoje que sabe-se que conhecimento é poder.

Valeu galera!

P.S.: Pretendo postar mais algumas coisas aqui antes que a faculdade me mate!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Lente das Lembranças

Hoje conversava com uma pessoa que, além de vivida, é uma grande pessoa para conversas esporádicas sobre os mais variados assuntos e observações sobre a vida. De nome Cláudio, mas conhecido por todos como Sr. Claudino, é um senhor inteligente e espirituoso, capaz de, junto de alguém que esteja disposto, desmembrar qualquer assunto até chegar ao seu denominador comum. Conversávamos sobre um tema que gosto de ter em minha boca tanto como assunto quanto para beber: Cafés! Enquanto discorríamos em nossa conversa, lembrei-me de um café que bebi quando pequeno, por volta dos meus 6 ou 7 anos, quando numa viagem ao Paraná a um tio que há muito não tenho o prazer de ver, o tio Dirceu. Lembro que, por alguma razão, aquele café ficou gravado no meu pré-consciente. Não sei se a maneira como foi feito o café (que não tenho a mínima ideia de como, desde que estava em tão tenra idade) ou o leite tirado havia pouco da vaca, que fazia parte de sua composição... Enfim, qualquer tentativa será inútil. Mas aqui acredito que esteja a "pegadinha", a peça pregada não por alguém de carne e osso, mas por um agente eterno: O tempo! Quando olhamos um fato que ocorreu há anos, parece que aquilo aconteceu envolto por uma moldura dourada, como se tudo fosse mais doce ou mais macio. É engraçado como não vemos alguém dizendo que a música de hoje em dia, por exemplo, é melhor do que a que se ouvia "no seu tempo", já que curiosamente sempre será melhor o oposto disso, como se não houvessem músicas boas ou ruins em qualquer época. Aqui podemos notar o efeito do que chamo de "lentes das lembranças", pois em qualquer mente as memórias da infância são melhores, e não me deterei apenas à infância, mas estendo isso a qualquer lembrança que, de alguma maneira, tenha nos marcado, e a cada ano que passa isso ficará melhor, pois a distância que o tempo nos afastará do fato apenas o tornará cada vez mais romântico, e até mesmo irá gerar pequenos detalhes que nunca existiram e, em contrapartida, anulará outros desagradáveis que queremos omitir, é claro que isso dependerá da situação, desde que a nossa mente é seletiva. Fechando o assunto, se bebesse aquele café hoje de repente não tivesse o mesmo incrível sabor, mas, de qualquer maneira, nunca saberemos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Missões

Dias atrás escrevi algo numa página de amigos no facebook e quero aqui repetir o pequeno texto, que segue abaixo:
Sei que pode ser uma pergunta retórica, mas, de qualquer maneira, vale a pena a reflexão: A sua igreja investe em missões? Muitas das igrejas, senão a maioria, nunca viram "utilidade", "funcionalidade" nisso, e por isso não investem. Já, quando ouviram falar nesta estranha palavra, logo pensam em enviar fundos para a África (pois é o que primeiro vem a mente quando trata-se sobre este assunto - sem desmerecer em nada o trabalho dos missionários que lá atuam, não me entendam mal!). Vemos a maioria das igrejas simplesmente seguindo a rotina, sua agenda semanal de cultos, sem lembrar que a coluna dorsal, a razão da Igreja de Cristo existir na terra, é o denominado "IDE!", GANHAR ALMAS, SAQUEAR O INFERNO! Olhe ao redor e veja quantos projetos e grupos precisam de um suporte para realmente levar o "IDE" ao mundo, mas estão de mãos amarradas por não ter recursos financeiros (afinal sem capital não se faz nada!). E além disso, pra não tornar isso um típico "discurso pastoral televisivo", e saindo do foco financeiro, quantas igrejas investem pessoas nisso, geram missionários? Repito, não me refiro a "missionário" como sendo, exclusivamente, o cara que viaja para o outro lado do mundo para pregar, mas àquele que com sua banda, seu grupo de teatro, sua dialética e, apenas, disposição, enfim, leva Jesus às pessoas aqui, em nossa própria cidade! Então deixo essa ideia para que juntos possamos ganhar aqueles que moram na nossa rua, bairro e cidade! Deus abençoe!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Oportunidades e Trens

As vezes imagino a vida como uma grande estação ferroviária onde as oportunidades aparecem como trens aleatoriamente, mas eles não são como os trens que conhecemos, pois, exatamente por serem aleatórios, não param para que os passageiros entrem... Você simplesmente tem que ser rápido o suficiente e conseguir entrar no trem que pretende estar! Não sei se tenho essa percepção por ter ótimas oportunidades que surgem, mas que devem ser agarradas com as duas mãos o mais rápido possível, ou ainda, por ter momentos (geralmente a maioria) que devem ser realmente aproveitados, pois os recursos para poder repetir são escassos; ainda pode-se considerar que seja apenas uma visão um tanto pessimista ou ainda surreal da minha parte, mas é assim que vejo, as oportunidades devem ser aproveitadas, pois muitas vezes os trens simplesmente não voltam!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Banda All These Ablaze (Vídeo)

 
Uma nova banda nasce em Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, primeiramente entre os irmãos Padua, Douglas e Arthur, e o meu mais novo brother, Jôzü. Depois surge o convite a este que vos escreve (até mesmo pelas antigas parcerias musicais com Arthur e Douglas) para participar nos vocais da, agora recém-batizada, All These Ablaze! A banda, focada no metalcore, ainda é nova, mas com grandes pretensões! Então, sem mais delongas, Senhoras e Senhoras, o nosso primeiro vídeo, cover de uma música da banda Demon Hunter! Curtam, compartilhem e divulguem esse trabalho que está nos seus primeiros passos! God Bless!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Amizade e Café

Há alguns dias passei por uma situação que me fez questionar algumas coisas. Na verdade ainda estou no processo de "digestão" ou processamento da mesma! Temos algumas pessoas as quais consideramos amigos, mas até que ponto temos reciprocidade nisso? De repente esta seja uma pergunta que nunca seja respondida, pelos mais variados motivos e, infelizmente, estamos no escuro quando escolhemos confiar em alguém! O que fica é uma sensação estranha de deslocamento, estranheza e dúvida após uma situação desagradável, pois onde nada foi quebrado (por você, no caso) nada precisa ser consertado, a princípio... O risco é convergir para o auto-ostracismo, pois a tendência é se defender, e cada vez mais, até que todos sejam suspeitos de estarem numa espécie de conspiração. Enfim, mesmo com esse quadro pintado, isso é administrável. Para fechar este momento de reflexão encontrei uma frase muito interessante que vem ao encontro do caso citado por dois motivos: por fazer analogia a uma bebida que, não é novidade, aprecio muito, que é o café, e por ser de quem é! A frase é de Immanuel Kant, e diz que "a amizade é semelhante a um bom café: uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor". Começo a pensar mais profundamente nessa ideia agora, embora, conforme diz um outro provérbio popular, "nunca foi um bom amigo aquele que por pouco quebrou uma amizade".