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sábado, 2 de junho de 2012

O homem, por natureza, é bom ou mal?

Essa é uma das questões que dividem a sociedade: O homem é bom ou mal por natureza?
Dentro deste contexto podemos destacar dois grandes pensadores que influenciaram muito a maneira de ver esse assunto: Hobbes e Rousseau.
Thomas Hobbes afirmava que o homem é mal por natureza, "o lobo do homem", como citado em seu livro Leviatã. Já Jean Jacques Rousseau afirmava que o homem não é mal. Na verdade ele é bom, mas passa ao longo de sua vida por situações, pela convivência social que ao final o levarão a se corromper.

Teorias à parte, deixe-me expor qual é a minha posição quanto a este assunto, considerando, é lógico, que o ser humano é um ser integral e por isso não pode simplesmente desvencilhar-se de seus conceitos e bases ideológicas. Creio que a origem de tudo foi sim obra das mãos do Criador, pois parafraseando C. S. Lewis, "Se o universo é mau, ou mesmo um tanto mau, como foi possível aos seres humanos atribuí-lo à atuação de um Criador sábio e bondoso?"¹
Então, partindo da premissa de que Deus criou o ser humano e que o fez a sua imagem e semelhança (Gn 1:26) e mais, tomando por base que Deus é bom (Na 1:7) cremos que Deus criou um ser bom, puro, sem erros e sem mácula. É interessante ressaltar que nem mesmo Satanás, ou melhor, Lúcifer, foi criado mal, mas sim bom. Um anjo (Is 14:12-15).
À partir daí, como o ser humano possuía livre arbítrio, ou seja, poder de decisão, ele poderia fazer o que quisesse, pois Deus o deixou livre para que agisse da maneira que assim desejasse. O seu poder de decisão o levou a cometer um erro que, ao contrário do que muitos pensam, não foi o ato sexual (já que este foi um presente dado por Deus à Adão e Eva, pois como seria possível que se multiplicassem sem que houvesse o ato sexual? Um tanto contraditório, não acham?), mas sim o ato de desobedecer à uma determinação (que foi o de comer o fruto da sabedoria do bem e do mal, que não é mencionado como uma maçã, para a tristeza da maioria que desconhece o texto...) que, como havia sido alertado, levaria à morte (Gn 2:16 e 17).

Neste momento paramos um pouco com a lógica proposta para esclarecer algo, pois alguém pode dizer "mas que sádico esse Deus, deixando o homem exposto a um perigo", mas consideremos, amigos, que se não houvesse a oportunidade do fruto estar à disposição e a orientação para que não a comessem, não haveria livre arbítrio, mas sim direcionamento, manipulação, e não era essa a intenção de Deus, mas sim a de criar alguém que quisesse estar ao seu lado e pudesse escolher isso. Mas voltando...

No momento em que o homem come do fruto do conhecimento do bem e do mal os seus olhos são abertos para algo que até então não o ameaçava: o homem foi, de certa forma contaminado (Gn 3:6 e 7).
Agora o homem é 50% bom e 50% mal. Toda a pureza inicial já não existe.

Partindo deste contexto, creio que o homem nasce bom, pois é algo ininteligível dizer que uma criança recém nascida tenha maldade, mas o contexto em que e as pessoas por quem será criado, as experiências pelas quais passará ao longo da vida e, mais tarde, quando tiver poder de decisão, farão a diferença na sua maneira de viver e se este será bom ou mal!

Há uma velha lenda indígena que diz termos dois lobos habitando em cada um de nós, um bom e um mal, e vencerá aquele a quem alimentamos! É como se fôssemos um exemplar vivo da velha história "Jekyll and Hyde" (Conhecida por nós como "O Médico e o Monstro"), onde somos o Jekyll, a personalidade boa, lutando contra o lado obscuro, o Hyde que cada um de nós possui.



¹Extraído do livro O Problema do Sofrimento - C. S. Lewis

sábado, 26 de maio de 2012

Debate

Se há uma coisa que eu adoro fazer é entrar numa boa discussão, mas quando falo "discussão" não me refiro ao ato de discutir ofensivamente, mas sim de dissecar uma ideia, de maneira reflexiva, usando argumentos, contextos, pensadores e tudo o que estiver à mão para chegar ao cerne da questão.
Infelizmente não encontro muitas pessoas dispostas a isso! A maioria encara como uma ofensa a si próprio um confronto ou a não concordância à uma ideia sua.
É preciso que as pessoas entendam a importância de chegar ao ponto de discutir ideias e conceitos e, por vezes, até mesmo discordar, mas sem que, em momento algum, a divergência e o calor dessa situação sejam refletidas na pessoa!
O valor moral de cada um é indiscutível. Podemos até mesmo não concordar em termos de religião, política, futebol ou seja lá o que for, mas que nunca isso seja refletido na pessoa em si.
Afinal de contas o livre arbítrio é de cada um, e cada pessoa responderá por seus atos!

Legado

Ultimamente me pego, por inúmeras vezes, pensativo quanto a um assunto que, acredito, deve atormentar a vida dos filósofos: Se eu morresse hoje, o que ficaria de mim?

Tenho me feito essa pergunta e acredito que eu não seja o único a fazê-la, apesar de não me encontrar em um estado terminal, quando ela deve surgir com força total na mente de qualquer pessoa. Não quero divagar demais, mas acredito que essa ideia surgiu quando folheava o livro "Qual é a Tua Obra" do filósofo Mário Sérgio Cortella, onde é tratada essa ideia do que deixamos aqui, a nossa obra nessa vida.


Outra possível razão é uma palestra que assisti dias atrás, que tinha como tema a gestão da marca pessoal e nela havia uma afirmação: Você é um adjetivo! Como não poderia ser diferente, fiquei me questionando sobre qual seria o adjetivo que mais se enquadraria para mim, mas é óbvio que isso não seria eu quem iria responder, pois somos adjetivos para as outras pessoas, que nos cercam e nos conhecem e, assim, conseguem sintetizar, de certa forma, a nossa essência; ou ainda para as pessoas que não nos conhecem e, por isso, criam em nós um adjetivo baseado num preconceito, numa imagem que pode ou não ser real. E por mais que se questione qual seria o adjetivo ideal para mim, alguém poderia não ser sincero ao responder, por temer criar alguma situação, por temer ser sincero demais, enfim, ou por qualquer outra razão.

De qualquer maneira, dias atrás vi meu filhinho de três anos sentado no sofá da sala cercado por três livros, que continham mais figuras do que palavras (nada mais coerente para alguém com tal idade). Ao ver a cena confesso que achei o máximo e fiquei ali parado, reparando aquela situação e, de repente, ele me olha e diz: Pai, tô lendo livros igual a você!
Aquilo me impactou, pois ao ver que vivo cercado de livros, ele foi influenciado a fazer o mesmo, ou seja, algo ficou de mim para ele, apesar da tenra idade. Isso é apenas uma amostra de uma situação onde vi como nossos atos refletem algo ao nosso redor e nas pessoas que conosco convivem, recebendo um pouco do nosso legado.
É lógico que espero muito mais do que isso! Espero poder ser lembrado por valores, princípios e ideias, algo mais elevado do que apenas costumes e hábitos e, também sei, que isso dependerá da minha conduta agora, pois esse legado é algo que ficará de mim.

Esse questionamento é válido para que possamos melhorar a cada dia: Qual será o meu legado? Qual é a minha obra?

"As palavras do sábio o tempo não destrói!" - Portais Eternos - Stauros

sábado, 5 de maio de 2012

Amigos

Todos temos amigos. Sejam eles da maneira que for, com suas peculiaridades e esquisitices, mas dependemos deles e eles de nós. O Ser Humano não pode e não consegue viver fora da sociedade e isso mostra como somos dependentes de outras pessoas. Mas o que define um amigo ou o torna diferente de qualquer outra pessoa que simplesmente convive conosco?

Já dizia o meu escritor predileto, C. S. Lewis, no livro "Os Quatro Amores" que a "Amizade (philia, φιλια) é uma forte ligação entre pessoas que compartilham um interesse ou uma vida comum. Lewis explicitamente diz que a definição de amizade é mais estreita do que o mero Companheirismo: A amizade em seu sentido real existe somente se houver algo para que a amizade esteja “embasada”. Esta é a menos natural dos tipos de amores, citados por Lewis; isto é, não é biológica necessário ao progenitor (a) ter a afeição (por exemplo, educar uma criança), o eros (por exemplo, criar uma criança), ou a caridade (por exemplo, satisfazer uma necessidade de uma criança). Apesar destas características, era a opinião dos antigos (do próprio Lewis, também) que ele é o mais admirável dos amores porque ele não olha ao amado (como o eros), mas ele olha em busca do “embasamento”-essa coisa por causa de que o relacionamento lhe deu forma."


Uma amizade bem fundamentada tem muito valor.
E o mais importante é que além de amigos, ou melhor, além de "apenas" amigos, tenhamos bons amigos. Amigos fieis, verdadeiros. Sabemos que estes são poucos, mas que mesmo sendo poucos possamos confiar e saber que são como um refúgio num mundo frio e cada vez mais sem vínculos.
Nestes casos um é capaz de completar frases do outro. A comunicação acontece mesmo antes que qualquer palavra seja dita, pois já existe uma harmonia, uma sintonia. Como dizia C. S. Lewis, "os interesses são comuns", por isso não é preciso ter "rodeios" para chegar ao ponto culminante de um assunto.

É claro que erros acontecerão, deslizes, enfim, pois a condição humana não nos permite ser perfeitos. Aí mora o perigo de que essas alianças sejam dissolvidas, por vezes permanentemente. Mas nestes casos o perdão é um meio de ajustar as diferenças. Um meio de restaurar a parceria ou de cada vez mais tornar coesa a união.

Um dos exemplos mais belos sobre este tema encontrado nos registros bíblicos é sobre a amizade entre Davi e Jônatas, o filho do Rei Saul. Um caso onde a maneira mais pura de amizade se manifestou, não havendo interesses. Pelo contrário, pois Jônatas poderia reclamar o trono que Davi assumiu, já que era filho do Rei Saul e ele seria o sucessor neste caso.

Por isso brindemos aos nossos amigos e às nossas amizades. Que cada vez mais possamos ser como um só:

" Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só, pois caindo, não haverá outro que o levante.

Eclesiates 4:10
Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
Eclesiastes 4:10
Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante.
Eclesiastes 4:10

domingo, 22 de abril de 2012

Jesus Freak

Há uma antiga música, lançada em 1995 por uma banda chamada dc Talk (todo cristão, nascido entre 1985 e 1995, que se preze deve conhecer!) que é uma das minhas bases como profissão de fé: Jesus Freak! Quero neste artigo explicitar como ela me impactou, pois foi uma das minhas primeiras referências de fé.


Para poder entender um pouco mais sobre esse assunto, é preciso entender o que é o termo "Jesus Freak".
Este termo nasceu durante o movimento hippie, na década de 60, onde os jovens procuravam respostas, entre estas a razão da vida e da existência.
Em meio a este cenário, aquilo que era pregado como "paz e amor" entre os hippies se tornou "sexo, drogas e rock n'roll"!

Vendo esta situação, um jovem chamado Kent Philpott se sentiu chamado por Deus para pregar o evangelho. Se uniu então a seu amigo David Hoyt para criar o primeiro trabalho missionário no distrito de Haight-Ashbury, na cidade de São Francisco. Ali inúmeras pessoas se dirigiam diariamente procurando por respostas e, consequentemente, desse trabalho surgiu o "Jesus Movement" (Movimento para Jesus), um enorme avivamento.

Kent, David e os demais que fizeram parte deste movimento começaram a ser chamados de "Jesus Freaks" (loucos por Jesus), um termo pejorativo que pode ser associado ao termo "crente" aqui no Brasil. Eles receberam esta denominação pois eram vistos pela sociedade de maneira diferente. Foram uma das maiores revoluções na história da Igreja, pois eram pessoas que se entregavam sem reservas à Jesus Cristo, assim como os hippies se entregavam de corpo e alma à sua causa!

Com o tempo o termo "Jesus Freak" deixou de ser um incômodo, sendo adotado como bandeira, pois refletia exatamente o que aquelas pessoas queriam ser: loucas por Jesus!



Entendida então a lógica da denominação "Jesus Freak", adentro à lógica que quero propôr.

Quando assisti pela primeira vez ao clipe da música Jesus Freak foi como se eu fosse atingido por um meteoro, pois ela reflete tudo aquilo que sinto como um chamado, uma direção que Deus me deu: ser alguém completamente louco por Ele, sem reservas, sem moldes dados por instituições, mas apenas viver algo intenso entre Ele e eu!

Hoje, assim como a 15 anos atrás, vejo que as pessoas estão envoltas em tanta religiosidade que mal conseguem ouvir a voz de Deus. Estão tão mergulhadas em suas ideias pré-estabelecidas sobre o que se pode fazer para Deus, ou sobre quem é Deus (como se Ele pudesse ser colocado dentro de uma redoma...), que não conseguem buscá-Lo de uma maneira pura, espontânea!

No clipe se toma por base de conduta o primeiro Profeta do Novo Testamento, alguém tão "esquisito" quanto importante dentro da Bíblia. Seu nome era João Batista. O cara foi o primeiro Profeta a ser usado por Deus no Novo Testamento depois de um vácuo de cerca de 400 anos, mas seu "estilo" poderia tirar a sua credibilidade do ponto de vista religioso, já que o mesmo vivia no deserto, se vestia de pele de camelo e comia gafanhotos, e isso era algo "fora dos padrões" para a religião.

Essa música criou em mim uma ideia tão forte sobre ser um maluco por Jesus que fiz uma tatuagem com o termo citado, como se fosse uma espécie de selo!


Mas seguindo na ideia do clipe, na primeira parte se fala sobre um homem que ficava numa caixa no centro da cidade, afirmando que tinha um sonho, com uma tatuagem na barriga que dizia "Jesus Saves" (Jesus Salva).
Se associarmos esta pessoa citada na letra (no contexto da música) hoje, na época em que estamos, não teremos uma espécie de "João Batista da era moderna"? O mesmo era alguém que anunciava a vinda do Messias, mas de uma maneira "diferente". Basta ver a segunda parte da letra, onde João Batista é chamado de Jesus Freak, por causa de todas as suas esquisitices!

O ponto onde quero chegar é que é preciso tirar toda a religiosidade, toda a parte humana que impede o homem de chegar a Deus e ser alguém realmente louco por Jesus, livre de paradigmas, livre de conceitos, apenas podendo chegar ao Trono da Graça de maneira livre e espontânea!

A minha meta que você que está lendo este artigo saiba que é livre para poder buscar a Deus, a Jesus Cristo de maneira espontânea e que quando for ofendido, injuriado por isso, possa dizer:

"O que as pessoas vão pensar quando ouvirem que eu sou um maluco por Jesus?
O que as pessoas vão fazer quando verem que isso é verdade?
Eu não me importo se eles me rotulam de Maluco por Jesus
Pois não há como esconder a verdade
 
Abaixo segue a música ao vivo, do álbum Welcome To The Freak Show, capturada do youtube:
 

Fonte Histórica sobre os Jesus Freaks: Livro, Loucos por Jesus – Lúcio Barreto Jr. (volume 1).

sábado, 31 de março de 2012

O Conhecimento

Há alguns dias me peguei lendo uma passagem bastante conhecida:

"O meu povo se perde por falta de conhecimento.
Oséias 4:6.

Ao ler esta passagem me ocorreu uma ideia, uma interpretação que até então não havia associado a mesma. É sobre isso que vou discorrer neste artigo.

Deus deu ao Ser Humano algo único: A capacidade de pensar, criar, sair da chamada "zona de conforto"! Diferentemente de outros seres viventes, não nascemos com instinto, pelo menos não completamente, por assim dizer. Há algum tempo ouvi um grande palestrante brasileiro dizer que o gato já nasce com o instinto de gato, ele não precisa aprender a ser gato, apenas é. O Ser Humano não! O instinto que temos não nos garante sobrevivência, pois somos diferentes, precisamos interagir no meio onde estamos para ter um retorno. Nós nascemos com a capacidade de criar, pensar, questionar, fazer aquilo que queremos. Papagaios são ótimos em repetir frases decoradas, macacos conseguem decorar sequências, mas nunca poderão se perceber no mundo ao seu redor como nós fazemos!

Se analisarmos como as coisas aconteceram neste mundo pela perspectiva histórica, a lente da história, Deus não existe. É o que muitos historiadores dizem. Eles dizem que "Deus nunca realmente falou com seu povo, nunca realmente se manifestou, o Gênesis nunca aconteceu da maneira que cremos e a Arca de Noé nunca flutuou sobre as águas!".

Alguns pensadores arriscaram até mesmo dizer que nós é que criamos Deus, e não o contrário, como por exemplo, Ludwig Feuerbach e Sigmund Freud. Falando nisso, parece que sempre houve uma rixa entre as ciências em geral (o conhecimento) e a religião. Pelo menos num conceito geral.

Mas algo que nós, cristãos protestantes, temos que ter em mente, e aí enfim adentro no conceito referente à passagem citada no início, que temos que ter o conhecimento, sem o qual pereceremos, para interpretar uma coisa: Muitas vezes tomamos a dor pela "religião" citada acima, a opressora de pensadores, diametralmente oposta a ciência, como se fosse a nossa posição. NÃO! Nós não fazemos parte disso!
Caso falte à memória de algum leitor neste momento, foi Martinho Lutero, o pai da Reforma Protestante (ou seja, NÓS), que rachou com a religião citada em 1517, indignado pela falcatrua pela qual o povo passava, mostrando biblicamente que a salvação vinha pela graça, mediante a fé!

É preciso que estejamos no nosso lugar! Não somos os opressores! Somos aqueles que trazem as boas novas, a libertação que Jesus conquistou!

Infelizmente vemos muitos cristão ignorantes em seu conhecimento, quando a Bíblia nos alerta para que estejamos sempre crescendo em conhecimento (Romanos 12:2). Um exemplo que devemos seguir dos tempos bíblicos é de quando o Apóstolo Paulo prega em Atenas (Atos 17: 16 a 34), para nada mais, nada menos que os pais do conhecimento moderno: Os filósofos atenienses.
É interessante perceber que Paulo não fica constrangido, pois tinha além da presença de Deus, o conhecimento!
Na era moderna, não a muito tempo melhor dizendo, vemos um filósofo inglês que, ao questionar a Deus e à Sua existência, acaba O encontrando. Falo de C. S. Lewis (escritor de "As Crônicas de Narnia", entre outras obras), aquele que se tornou conhecido como o "Elvis Presley da Bíblia".

Vemos nessas duas pessoas conhecimento, destreza, pensamento, crítica e tudo isso associado com o poder de Deus!

É preciso que, assim como Paulo, C. S. Lewis e tantos outros, tenhamos além da fé em Jesus Cristo, conhecimento, fundamentos, experiências com Deus para que isso nos embase na nossa caminhada. É inadmissível que a Igreja de Cristo seja tachada de ignorante, que não saiba quais são as suas raízes e que não use ao máximo o potencial dado por Deus!

Para finalizar quero deixar como dica de leitura um livro que adquiri há algum tempo e fecha com este assunto: O Delírio de Dawkins.


Este livro é escrito por um Cientista Cristão, Alister McGrath, que usa a ciência e seus argumentos para fundamentar a existência de Deus, rebatendo o Livro "Deus, Um Delírio" de Richard Dawkins, também Cientista, mas que escreve um livro sem nenhum argumento científico, tendo apenas fundamentalismo ateísta para fundamentar suas críticas a Deus.
Este é um bom exemplo de como usar o conhecimento à favor de Deus!

Um abraço e Deus abençoe!

sábado, 10 de março de 2012

O Esteriótipo! - Parte II

Na última sexta-feira aconteceram dois fatos que me levaram a escrever este artigo: Primeiro, estava durante o dia com alguns novos amigos e, durante a conversa, o fato de eu ser vocalista de uma banda de Metalcore veio à pauta. Alguém ali comentou que eu não aparentava tocar em uma banda de som tão pesado.
O segundo fato ocorreu à noite, na faculdade onde, por conhecer todos recentemente, houve algum comentário parecido.

Nos dois casos esclareci que, primeiro por estar no horário de expediente, não estaria usando pulseiras spike ou correntes no pescoço, e após, na faculdade, o mesmo!

Infelizmente se criou um conceito que, para você ser um "metaleiro", como vulgarmente nos chamam, ou "headbanger", termo que eu particularmente prefiro, pois é o correto, você tem que andar com um ar sombrio, cara fechada (ou amarrada, dependendo de como prefira interpretar) completamente de preto, com as mão cheias de anéis e metais pelo corpo, algo que te obrigaria a parar num detector de metais da entrada de um banco...

As pessoas pararam no tempo, com aquela imagem de que o roqueiro é, obrigatoriamente, um bêbado, chapado e despreocupado com a vida... Conceito que trazem dos hippies, pois hoje em dia a pessoa que curte rock e/ou heavy metal é alguém, geralmente, à frente daqueles que estão a sua volta, por se preocupar com o capital intelectual. Com tatuagens e brincos ou piercings sim (porque não!?), mas muito mais ligado, crítico e informado, pois isso é muito mais do que uma preferência por um estilo musical, é uma filosofia!

É lógico que em momentos de trabalho e estudo, ou em qualquer outro lugar, onde é exigido uma postura adequada ele estará apto, tanto quanto qualquer outra pessoa, ou até mesmo melhor!

Por isso meus amigos, por favor, não julguem mais um livro pela capa!

Para finalizar eu deixo uma reportagem que saiu há algum tempo no jornal O Estadão, a qual enaltece as virtudes do roqueiro e o destaque que vem recebendo no mercado de trabalho: 


Valeu!