Hoje conversava com uma pessoa que, além de vivida, é uma grande pessoa para conversas esporádicas sobre os mais variados assuntos e observações sobre a vida. De nome Cláudio, mas conhecido por todos como Sr. Claudino, é um senhor inteligente e espirituoso, capaz de, junto de alguém que esteja disposto, desmembrar qualquer assunto até chegar ao seu denominador comum. Conversávamos sobre um tema que gosto de ter em minha boca tanto como assunto quanto para beber: Cafés! Enquanto discorríamos em nossa conversa, lembrei-me de um café que bebi quando pequeno, por volta dos meus 6 ou 7 anos, quando numa viagem ao Paraná a um tio que há muito não tenho o prazer de ver, o tio Dirceu. Lembro que, por alguma razão, aquele café ficou gravado no meu pré-consciente. Não sei se a maneira como foi feito o café (que não tenho a mínima ideia de como, desde que estava em tão tenra idade) ou o leite tirado havia pouco da vaca, que fazia parte de sua composição... Enfim, qualquer tentativa será inútil. Mas aqui acredito que esteja a "pegadinha", a peça pregada não por alguém de carne e osso, mas por um agente eterno: O tempo! Quando olhamos um fato que ocorreu há anos, parece que aquilo aconteceu envolto por uma moldura dourada, como se tudo fosse mais doce ou mais macio. É engraçado como não vemos alguém dizendo que a música de hoje em dia, por exemplo, é melhor do que a que se ouvia "no seu tempo", já que curiosamente sempre será melhor o oposto disso, como se não houvessem músicas boas ou ruins em qualquer época. Aqui podemos notar o efeito do que chamo de "lentes das lembranças", pois em qualquer mente as memórias da infância são melhores, e não me deterei apenas à infância, mas estendo isso a qualquer lembrança que, de alguma maneira, tenha nos marcado, e a cada ano que passa isso ficará melhor, pois a distância que o tempo nos afastará do fato apenas o tornará cada vez mais romântico, e até mesmo irá gerar pequenos detalhes que nunca existiram e, em contrapartida, anulará outros desagradáveis que queremos omitir, é claro que isso dependerá da situação, desde que a nossa mente é seletiva. Fechando o assunto, se bebesse aquele café hoje de repente não tivesse o mesmo incrível sabor, mas, de qualquer maneira, nunca saberemos.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Missões
Dias atrás escrevi algo numa página de amigos no facebook e quero aqui repetir o pequeno texto, que segue abaixo:
Sei que pode ser uma pergunta retórica, mas, de qualquer maneira, vale a pena a reflexão: A sua igreja investe em missões? Muitas das igrejas, senão a maioria, nunca viram "utilidade", "funcionalidade" nisso, e por isso não investem. Já, quando ouviram falar nesta estranha palavra, logo pensam em enviar fundos para a África (pois é o que primeiro vem a mente quando trata-se sobre este assunto - sem desmerecer em nada o trabalho dos missionários que lá atuam, não me entendam mal!). Vemos a maioria das igrejas simplesmente seguindo a rotina, sua agenda semanal de cultos, sem lembrar que a coluna dorsal, a razão da Igreja de Cristo existir na terra, é o denominado "IDE!", GANHAR ALMAS, SAQUEAR O INFERNO! Olhe ao redor e veja quantos projetos e grupos precisam de um suporte para realmente levar o "IDE" ao mundo, mas estão de mãos amarradas por não ter recursos financeiros (afinal sem capital não se faz nada!). E além disso, pra não tornar isso um típico "discurso pastoral televisivo", e saindo do foco financeiro, quantas igrejas investem pessoas nisso, geram missionários? Repito, não me refiro a "missionário" como sendo, exclusivamente, o cara que viaja para o outro lado do mundo para pregar, mas àquele que com sua banda, seu grupo de teatro, sua dialética e, apenas, disposição, enfim, leva Jesus às pessoas aqui, em nossa própria cidade! Então deixo essa ideia para que juntos possamos ganhar aqueles que moram na nossa rua, bairro e cidade! Deus abençoe!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Oportunidades e Trens
As vezes imagino a vida como uma grande estação ferroviária onde as oportunidades aparecem como trens aleatoriamente, mas eles não são como os trens que conhecemos, pois, exatamente por serem aleatórios, não param para que os passageiros entrem... Você simplesmente tem que ser rápido o suficiente e conseguir entrar no trem que pretende estar! Não sei se tenho essa percepção por ter ótimas oportunidades que surgem, mas que devem ser agarradas com as duas mãos o mais rápido possível, ou ainda, por ter momentos (geralmente a maioria) que devem ser realmente aproveitados, pois os recursos para poder repetir são escassos; ainda pode-se considerar que seja apenas uma visão um tanto pessimista ou ainda surreal da minha parte, mas é assim que vejo, as oportunidades devem ser aproveitadas, pois muitas vezes os trens simplesmente não voltam!
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Banda All These Ablaze (Vídeo)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Amizade e Café
Há alguns dias passei por uma situação que me fez questionar algumas coisas. Na verdade ainda estou no processo de "digestão" ou processamento da mesma! Temos algumas pessoas as quais consideramos amigos, mas até que ponto temos reciprocidade nisso? De repente esta seja uma pergunta que nunca seja respondida, pelos mais variados motivos e, infelizmente, estamos no escuro quando escolhemos confiar em alguém! O que fica é uma sensação estranha de deslocamento, estranheza e dúvida após uma situação desagradável, pois onde nada foi quebrado (por você, no caso) nada precisa ser consertado, a princípio... O risco é convergir para o auto-ostracismo, pois a tendência é se defender, e cada vez mais, até que todos sejam suspeitos de estarem numa espécie de conspiração. Enfim, mesmo com esse quadro pintado, isso é administrável. Para fechar este momento de reflexão encontrei uma frase muito interessante que vem ao encontro do caso citado por dois motivos: por fazer analogia a uma bebida que, não é novidade, aprecio muito, que é o café, e por ser de quem é! A frase é de Immanuel Kant, e diz que "a amizade é semelhante a um bom café: uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primeiro sabor". Começo a pensar mais profundamente nessa ideia agora, embora, conforme diz um outro provérbio popular, "nunca foi um bom amigo aquele que por pouco quebrou uma amizade". sexta-feira, 28 de setembro de 2012
A Maldição do Führer
Este é um assunto sobre o qual há muito quero escrever!
É incrível como em qualquer momento ou lugar, e constantemente, seja por brincadeira ou até mesmo de maneira séria, sou questionado quanto à um assunto sério e, que, muito me aborrece: se sou ou não nazista!
Contextualizando, sou, como denominado por aqueles que gostam da prática da taxonomia, ariano (de pele branca); também, muito provavelmente (embora não comprovadamente) descendente de alemães, fora que costumo raspar a cabeça (o que, dentro de todo o contexto apresentado - e ainda há mais itens à frente -, na mente julgadora das pessoas, deve ser associado aos skinheads). Além disso (e associado a tudo o mais), as tatuagens e o gosto pelo heavy-metal devem formar um pacote explosivo!
Mas o detalhe todo é que, como aqueles que são mais próximos de mim sabem, sou o maior dos inimigos do racismo (além de não compactuar com as ideias nazistas). Detesto qualquer tipo de julgamento baseado na cor da pele de alguém, e isso, é óbvio, não se detém apenas àqueles que são negros (e não me venham com a denominação "afrodescendente", pois é só mais uma maneira preconceituosa de denominar alguém que não deve ter vergonha nenhuma de ser chamado de negro), mas a qualquer etnia.
Mas é claro que isso é o que menos interessa, desde que a maioria das pessoas não chega ao ponto de se aprofundar em conhecer a alguém, seus valores, conceitos, ideias, preferindo ficar na superficialidade do julgamento pelo esteriótipo, então é muito mais fácil apontar o dedo para o "alemão" e chamá-lo de nazista.
Mas o ponto onde quero chegar é como uma ideia plantada por uma mente doentia na humanidade pode persistir por anos, décadas, e sabe-se lá até quando, partindo do fato que ainda sofremos as consequências disso hoje.
É lógico que a mente doentia citada aqui é Adolf Hitler ou, como conhecido na Alemanha nazista, o führer (que em alemão significa "guia" ou "líder").
Não quero apagar o que houve historicamente durante o holocausto (e isso nem deve acontecer), pois fatos como estes devem ser relembrados para que nunca mais a humanidade corra o risco de cometer tal atrocidade, mas o quero apontar é como as atitudes de uma geração contaminaram todo um povo, fora aqueles que nem são alemães, mas são igualmente brancos.
É claro que aqui fica, como foco de reflexão, o pedido de que nunca uma pessoa seja julgada pela cor da sua pele, seja este branco, negro, amarelo, vermelho, ou seja lá de qual cor dentre tantas as quais possam ser identificadas, mas que, como diria Martin Luther King Jr., se forem julgadas, sejam "pelo conteúdo do seu caráter"!
sábado, 22 de setembro de 2012
Como é o Céu?
Há alguns dias conversava com alguns amigos quando surgiu a questão: Como seria o céu para mim?
O contexto dessa questão estava na afirmação de que a mesma pergunta havia sido feita para alguém que se dizia cristão e que havia mencionado o fato de que existiria no céu ruas de ouro e riquezas imensuráveis para essa vida, sendo que, quando questionado sobre qual seria a ultilidade de tanto ouro e riquezas, este não soube responder.
Então aqui deixo a minha reflexão sobre tal tema:
A Bíblia realmente nos fala que há tal riqueza no céu (mais precisamente na Nova Jerusalém, a cidade celestial), na passagem de Apocalipse 21: 21-27, com destaque para o versículo 21:
"E
as doze portas eram doze pérolas; cada uma das portas era uma pérola; e
a praça da cidade de ouro puro, como vidro transparente.
Na nossa conversa, houve a afirmação que tanto ouro só teria sentido de existir se houvesse onde se gastar.
Mas o que penso é que o céu é algo muito além daquilo que possamos imaginar, assim como está escrito em 1º Coríntios 2:9, "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram o que Deus preparou para nós", por isso tal ouro e riquezas não teriam uma funcionalidade, ou seja, não são para serem gastos, como alguns pensam, mas sim estariam ali exatamente para demonstrar a sua inutilidade e pequenez diante da presença de Deus, já que estes fazem parte da construção da cidade, ou seja, como se fossem pedras para nós, objetos que não despertam o desejo de ninguém.
É claro que a nossa visão terrena e limitada não pode vislumbrar tal cenário sem despertar, no mínimo, a nossa ganância, mas pensando que a mente de Deus é inúmeras vezes mais elevada, podemos, pelo menos, tentar imaginar.
Como diria C. S. Lewis no livro "O Problema do Sofrimento", "entrar no céu é tornar-se mais humano do que jamais alguém foi na terra; [...] Ser um homem completo significa ter as paixões obedientes à vontade e essa vontade oferecida a Deus", enquanto que, em contrapartida, "entrar no inferno é ser banido da humanidade. [...] ter sido um homem - ser um ex-homem ou um 'fantasma perdido' - iria presumivelmente significar consistir de uma vontade completamente voltada para o Eu e paixões não controladas pela vontade".
Resumindo e concluindo, o céu seria o lugar onde encontraríamos definitivamente aquela tão breve, tão fugaz alegria que sentimos em tão raros momentos nessa vida (apenas o relance que vislumbramos e que, mesmo assim, tanto nos alegra); seria encontrar o lugar para o qual fomos efetivamente criados, o molde onde nos encaixamos; por outro lado, o inferno seria exatamente o oposto, ou seja, o banimento total desse contexto, e não por que aqueles que para lá vão não mereçam isso, mas exatamente por ser o local para onde sempre desejaram ir, pois seria o local onde os desejos e paixões egoístas encontram definitivamente os seus donos.
God Bless!
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